1866
Fundação da Vacuum Oil, empresa especializada em lubrificantes de máquinas em Nova York (EUA). Foi desenvolvido um novo método de destilação de querosene a partir do petróleo usando vácuo.

1870
Criação da Standard Oil (SO) nos Estados Unidos por John D. Rockefeller – o nome “Esso” era uma adaptação fonética proveniente das iniciais de “Standard Oil”. A empresa controlava 10% do refino de petróleo no país.

1879
A Standard Oil de Nova York adquire 75% da Vacuum Oil. Líder no mercado, a Vacuum contratava especialistas para indicar o melhor óleo lubrificante aos clientes, além de inovar nas embalagens.

1890
A Standard Oil e empresas controladas respondem por cerca de 90% das refinarias de petróleo norte-americanas.

1899
A Vacuum cria Mobilgas, produto nunca vendido no Brasil, e comercializa óleos lubrificantes na Inglaterra com o nome “Mobiloil”, inspirado na palavra latina “mobilis” (capaz de ser movido), em alusão aos novos veículos automotores.

1903
Lubrificantes e graxas da Vacuum Oil são vendidos no Brasil por representantes atacadistas. Em 1903, Charles Hue é o representante da Vacuum Oil no Rio de Janeiro e, em 1906, Zerrenner Bülow assume essa função em Santos e São Paulo.

1911
A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu quebrar o monopólio da Standard Oil, ordenando o seu desmembramento em 34 novas empresas menores. Em 1923, a Standard Oil Company of New Jersey transformou-se em Esso. A Standard Oil Company of New York, por sua vez, passou a se chamar Socony, mais tarde Mobil. Ambas, porém, continuaram sob o controle das Empresas Rockefeller. No mesmo ano, a Socony começou a usar como símbolo o cavalo alado ou Pegasus, representando a rapidez dos novos automóveis. O símbolo também é utilizado em alguns produtos da sua controlada Vacuum na África do Sul.
1920
Em 27 de janeiro de 1920, a marca Mobiloil é registrada nos Estados Unidos pela Standard Oil Company of New York.

1931
A Socony compra o restante de ativos da Vacuum, e a empresa passa a se chamar Socony-Vacuum. O Pegasus, símbolo da antiga Standard of New York, é oficialmente adotado como logo da Socony-Vacuum. A Mobil Sekiyu, no Japão, foi a primeira a usá-lo na cor vermelha.

1939
Durante a Segunda Guerra Mundial é criado o óleo sintético. Diferentemente dos óleos minerais, ele é produzido de modo artificial para apresentar melhor comportamento.

1955
A Socony-Vacuum muda o seu nome para Socony Mobil Oil Company. No Brasil, é criada a Mobil Oil.

1957
Inauguração da Usina de Envasamento da Mobil Oil do Brasil na cidade de Santos, em São Paulo. Essa localização é estratégica, uma vez que os óleos e lubrificantes são importados em navios-tanque para serem envasados no País.

1961
O parque industrial da Mobil em Santos passa por modernizações, e é inaugurada a nova Fábrica de Graxas. No mesmo ano, os lubrificantes Mobilgard e Mobil DTE são usados no primeiro petroleiro da nova frota da Petrobras, o Água Grande.

1966
Em setembro desse ano, foram lançados dois novos óleos lubrificantes com multiviscosidade, pensados especialmente para as condições brasileiras: Mobiloil Special (motores a gasolina) e Delvac Special (motores a diesel).

1966
No seu aniversário de 100 anos, a Socony Mobil Oil Company passa a se chamar apenas Mobil. E a empresa de design Chermayeff & Geismar cria novo logotipo. O nome “Mobil” escrito em azul ganha o “o” em vermelho e fica separado do símbolo do Pegasus.

1967
A Mobil passa a fornecer o óleo lubrificante do Bondinho do Pão de Açúcar, cartão-postal carioca inaugurado em 1912. A escolha foi feita após longa pesquisa da empresa administradora.
1974
Lançamento mundial do Mobil SHC (Synthetic Hydro-Carbon, o primeiro lubrificante sintético para automóveis do mundo. Posteriormente, o produto foi chamado de Mobil 1.

1977
O governo brasileiro limita as importações e, para os derivados de petróleo, torna-se obrigatório adquirir a matéria-prima da Petrobrás. A Mobil passa a disponibilizar fórmulas e tecnologias para produzir e testar produtos no Brasil.
1979
Foi criado o Mobil Super Troca de Óleo: novo modelo de negócio baseado em franquias, com implementação de centros de lubrificação com layout Mobil e espaços de convivência. Até então, os locais destinados à troca de óleo de veículos eram precários, afastando em especial o público feminino, numa época em que as mulheres passavam a dirigir automóveis com maior frequência. A própria Mobil gerenciou o primeiro posto que, embora tivesse uma estrutura onerosa, apresentaria lucro já no segundo ano de funcionamento.
1980
Apesar da proibição de importação de motocicletas no Brasil, a fábrica da Honda instalada no País avança nesse mercado. Com isso, surge a necessidade de ter lubrificantes específicos para esses veículos. Por meio de uma parceria, a Mobil utiliza as motos da marca para análise de performance e desenvolvimento de óleos adequados. Em 1980, é lançado o Mobil Super Moto 4T. O produto não recebeu especificação internacional, uma vez que foi projetado para atender exclusivamente o mercado brasileiro de motocicletas de baixa cilindrada.
1986
A Mobil do Brasil encaminhou ao Conselho Nacional do Petróleo (CNP) o pedido de registro do Mobil Delvac 1400 Super, novo produto destinado a motores a diesel. Por ele não se enquadrar na classificação existente de óleos lubrificantes, foi proposta uma revisão das categorias. Após avaliar o produto, uma comissão decidiu por abolir as categorias de produtos ultrapassados e criar outras. Meses depois, o CNP emitiu uma portaria que editava a anterior quanto à determinação de novos critérios para a classificação de óleos lubrificantes.
1990
O segmento de marinha da Mobil passa a contar com produtos sintéticos de alta tecnologia, o que abriu novas oportunidades na área industrial.

1990
Com a abertura do mercado brasileiro a partir do governo de Fernando Collor, foi extinto o tabelamento dos preços de lubrificantes automotivos que unificava os produtos por categoria, independentemente da qualidade. Alguns fabricantes nacionais passaram a oferecer produtos de baixo custo, aumentando a concorrência. A Mobil não adotou essa estratégia e, como os seus produtos tinham maior custo pelo padrão de qualidade empregado, diminuiu a sua participação no mercado. Assim, optou por investir em segmentos específicos, relançando, por exemplo, Mobil XHP, óleo especial para carros importados.
1992
A Mobil inicia o programa de distribuidores, modalidade que representa cerca de 70% das vendas nos Estados Unidos. No Brasil, a empresa atuava por meio de vendedores atacadistas multimarcas para produtos voltados ao setor de indústria e automotivos, além de uma grande rede de vendedores autônomos. Com a reestruturação, a Mobil optou por distribuidores exclusivos, sendo os antigos vendedores autônomos encaminhados para serem vendedores dos distribuidores.
2000
A fusão internacional da Exxon com a Mobil dá origem à ExxonMobil Corporation, empresa líder mundial na área de petróleo e petroquímica. No Brasil, os lubrificantes da marca Mobil são agregados à Esso, que produzia uma linha própria desses produtos. A empresa é reestruturada, e as operações de combustíveis e lubrificantes são separadas, movimento que dobra o negócio de lubrificantes, embora cada linha tenha passado a atender nichos de mercado específicos: os lubrificantes Esso continuaram a ser vendidos em postos de serviço, enquanto a marca Mobil voltou-se a clientes especiais que demandam suporte técnico diferenciado.
2001
A ExxonMobil decide fechar a fábrica de Santos (SP), uma vez que a unidade que antes pertencia à Esso na Ilha do Governador, agora integrada à empresa, apresentava mais facilidades logísticas e potencial de crescimento.

2005
Em agosto desse ano, é iniciado o Projeto Granel para troca de lubrificantes Mobil Delvac MX 15W-40 com a West Brasil, distribuidora do interior de São Paulo. Nesse sistema pioneiro no País, o uso de embalagens de óleo é dispensado. O estabelecimento é dotado de um minitanque pelo qual se realiza o abastecimento de óleo diretamente no cárter do veículo, na medida exata que o carro necessita, evitando o desperdício e descarte de embalagem. O tanque possui selo de qualidade, atestando a procedência; com isso, a Mobil conseguiu quebrar o paradigma do consumidor brasileiro que era acostumado às embalagens individuais. Em 2011, o Projeto Granel seria lançado nacionalmente com o nome Programa Troca Inteligente Mobil, estendendo-se também a automóveis.
2008
Em 24 de abril, o Grupo Cosan adquire 100% do capital social da Esso Brasileira de Petróleo, subsidiária da ExxonMobil e quinta maior varejista de combustíveis do País. Com isso, a Cosan obtém licença de uso da marca Esso por cinco anos e da Mobil por dez anos, renovável por mais dez, além do acesso à tecnologia e às formulações de lubrificantes, inclusive os que vierem a ser desenvolvidos internacionalmente. A partir desse ano, a Cosan Combustíveis e Lubrificantes passa a responder pela comercialização e distribuição dos produtos Mobil, investindo em marketing para dar mais visibilidade à marca, com ações como o patrocínio à Stock Car e ao Programa Revendedor Autorizado Mobil Delvac, em 2009, voltado a atender caminhoneiros.
2010
Parceria da Mobil com o jornalista e publicitário Pedro Trucão. Trucão começou a atuar na televisão em 1991, no Programa Roda Brasil da Rede Record. Desde então, ficou consagrado como repórter em vários programas de rádio e TV relacionados a estradas e “estradeiros”.

2011
A Cosan promove a cisão dos negócios de combustíveis e de lubrificantes e passa a administrar a marca Mobil no Brasil, que importa e distribui óleos básicos ExxonMobil, além de produzir lubrificantes e graxas na fábrica da Ilha do Governador.

2011
Lançamento do óleo semissintético Mobil Super Moto 4T MX 15W-50, direcionado a motos de média e alta cilindradas, bem como do primeiro lubrificante do mercado brasileiro com a moderna classificação API SN: Mobil Super Sintético 5W-40.

2011
A Cosan LE adquire o negócio de distribuição de lubrificantes da ExxonMobil na Bolívia, Paraguai e Uruguai, assumindo com exclusividade a distribuição dos produtos da marca Mobil nesses países.
