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Acabam de entrar em operação, em Goiânia, os primeiros ônibus de uma frota que promete dar início a uma revolução no transporte coletivo. São os oito primeiros veículos com motor Scania e carroceria Marcopolo que comporão a maior frota movida a biometano nas cidades brasileiras, com 501 unidades. Eles rodarão inicialmente movidos a GNC (gás natural comprimido), mas, gradualmente, serão convertidos para rodar com biometano, produzido a partir do bagaço da cana de-açúcar das fazendas da região. O biocombustível virá de uma usina que está em construção no município de Guapó, a 39 km da capital de Goiás, em um investimento de R$ 150 milhões.
O Brasil tem um potencial imenso para a produção do biometano, que é mais barato que o diesel e tem uma pegada ambiental menor, mas até agora o combustível não havia “emplacado” pela falta de usinas para produzi-lo. Agora, porém, o vento está a favor desses investimentos. Primeiro, pela possibilidade de reduzir os custos do transporte coletivo, reduzindo ao mesmo tempo as emissões de poluentes nas grandes cidades. Depois, porque os conflitos internacionais têm aumentado o preço do petróleo e, por consequência, do diesel, o que faz com que governos e administradores busquem soluções mais baratas e que não dependam de importação.
O investimento de Goiânia é o primeiro grande exemplo de uma tendência que, até agora, parecia apenas experimental. A Scania, que começou seus primeiros experimentos com esse tipo de veículo no Brasil em 2014, explica que existem atualmente 2.000 deles em circulação no país, mas que pretende vender 500 novas unidades somente até o final do ano. Outras montadoras devem entrar nesse mercado em breve. A Volkswagen Caminhões e Ônibus está realizando testes com um caminhão Constellation movido a biometano, em parceria com a empresa de limpeza urbana Loga, em São Paulo. A Agrale anunciou o lançamento de um caminhão leve movido a gás, que pode usar GNV ou Biometano.
Mas, na ponta do lápis, quais as vantagens do biometano para as frotas? Resumindo:
1.O biometano é cerca de 15% mais barato que o diesel, em comparação por unidade equivalente, com eficiência energética próxima ao combustível derivado de petróleo.
2.Trocar o diesel pelo biometano reduz em até 95% as emissões de CO2.
3.Usar biometano também diminui em até 85% as emissões de óxidos de nitrogênio (NOx) e material particulado, melhorando a qualidade do ar e a saúde pública.
4.Cada ônibus a biometano evita a queima de até 60 mil litros de diesel por ano.
5.O biometano gera energia 100% renovável a partir de resíduos orgânicos de aterros e estações de tratamento, promovendo economia circular.
6.Reduz a dependência de combustíveis fósseis, em grande parte importados.
7.Ônibus a biometano operam de forma mais silenciosa, diminuindo a poluição sonora e melhorando o conforto para passageiros e motoristas.
8.Oferecem aceleração suave, torque eficiente e desempenho similar ao diesel em rotas urbanas.
Saiba mais sobre o tema nos sites Estadão, Agência Infra, Diário do Transporte, Transporte Mundial, Transporte Mundial, Revista Autobus, Brasil Energia e o canal da rádio Guardiã da Notícia.
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