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A venda de caminhões médios cresceu 32,5% em 2025, registrando o maior crescimento dessa categoria nos últimos dez anos. Isso, num ano em que o segmento dos pesados caiu 20% e os leves registraram uma queda um pouco menor, de 14%. Pode parecer estranho que, dentro de um mesmo tipo de veículos, haja uma diferença tão grande de desempenho, mas os especialistas apontam que a explicação é simples: a mudança do perfil das necessidades das frotas no Brasil.
Os números da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) mostraram que entraram em circulação, no ano passado, 11,7 mil unidades de caminhões médios entre janeiro e novembro, um aumento de 69% em relação às vendas de 2015. O resultado do ano passado significa um novo recorde para a categoria.
Mas o que está causando essa disparada no setor? Uma das explicações está na expansão do e-commerce, que ultrapassou a marca de R$ 204 bilhões anuais em vendas no Brasil. Com a necessidade de fazer cada vez mais entregas nas cidades, os veículos com peso bruto total (PBT) entre 10 e 15 toneladas se tornaram os favoritos, por combinarem qualidades essenciais para a operação de “última milha” (last mile). Além de uma capacidade de carga superior à dos leves, eles possuem uma agilidade de manobra que os torna viáveis nos centros urbanos. Assim, conseguem oferecer uma melhor relação custo-benefício para os frotistas na operação diária.
Além da mudança de perfil dos objetos transportados, pesou no resultado das vendas de caminhões a alta da taxa de juros, que levou muitas empresas a adiar despesas elevadas, como a aquisição de caminhões pesados. O medo de gastar dinheiro, aliás, é mundial, e aumentou também a procura por caminhões usados, não apenas no Brasil.
A tendência fez aumentar a oferta desses modelos no mercado. Tanto que a fabricante chinesa JAC anunciou que vai trazer ao Brasil sua linha de caminhões, focada nas categorias de leves, médios e semipesados. A marca oferecerá quatro modelos, com carga útil, respectivamente, de 6,5 t, 8,2 t, 11,5 t e 18 t. O objetivo da marca é atingir participação de mercado de 5% até 2030.
Saiba mais nos sites do Estadão, Fortune Business e Auto Indústria.
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