Login
Imigrantes e refugiados podem ajudar a solucionar o problema da falta de motoristas no Brasil. Um levantamento da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) mostra que, para 65,1% das empresas do setor, a função de motorista é a principal carência de mão de obra. Entre as transportadoras de cargas, 44,6% possuem vagas abertas. Há anos os gestores de frotas alertam para a questão da queda no número de pessoas habilitadas para dirigir veículos pesados, como caminhões e ônibus. Segundo dados divulgados pela Associação Nacional das Empresas de Transporte de Cargas (ANATC), o número de motoristas com CNH adequada para esse tipo de veículo caiu 62% em dez anos – de 3,5 milhões, em 2014, para 1,3 milhão, em 2024.
Agora, o projeto Rotas da Inclusão propõe uma metodologia para recrutar, capacitar e reter imigrantes e refugiados como motoristas – e também profissionais de áreas operacionais de transportadoras. A iniciativa foi desenvolvida por executivos da especialização em Gestão de Negócios do ITL (Instituto de Transporte e Logística), de Brasília, organizada em conjunto com o SEST SENAT e a FDC (Fundação Dom Cabral).
O projeto é organizado em quatro etapas, entre as quais a primeira prevê o recrutamento e a regularização de documentos dos candidatos. Em seguida, vêm a capacitação técnica, a linguística e a sensibilização das equipes, além de uma etapa de mentoria e integração cultural. Todo o processo prevê avaliação contínua por indicadores de desempenho.
Estão previstas parcerias com organizações que cuidam de acolhimento de refugiados, além de instituições de formação de motoristas e órgãos públicos para apoiar a regularização documental e a qualificação dos candidatos.
Vivem no Brasil pouco mais de 2 milhões de imigrantes, contando residentes, temporários, refugiados e pessoas que requisitaram reconhecimento da condição de refugiado. Segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), somente cerca de 414 mil dessas pessoas possuem empregos formais.
A falta de motoristas tem gerado uma série de iniciativas para tentar atrair novos públicos para a carreira. Além dos imigrantes, há programas que miram em jovens, mulheres e em funcionários de áreas administrativas de empresas de transporte. Em julho, a Cargolift, uma das maiores empresas do setor, lançou a campanha Tapete Verde, com eventos em Vinhedo (SP) e no Paraná, buscando atrair novos condutores. Novos eventos com o mesmo foco serão realizados em outras regiões do país.
Saiba mais sobre o assunto nos sites Agência Infra, ANATC, Blog do Caminhoneiro, O Globo e Frota & Cia.
Voltar ao topo
Faça login para comentar.
Para fazer comentários, clique em Quero comentar.
Quero comentar