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As emissões de poluentes da maioria dos caminhões estão dentro de um patamar elevado de conformidade ambiental. É o que apontam os dados do Programa Despoluir, criado pelo Sistema Transporte (SEST SENAT) para promover a avaliação ambiental de veículos movidos a diesel. A iniciativa, criada em 2007, faz medição gratuita dos gases liberados pelo escapamento, para detectar eventuais irregularidades relacionadas à combustão e ao funcionamento do motor e já realizou 53 milhões de avaliações desde seu lançamento.
A quantidade de atendimentos realizados junto ao transporte rodoviário de cargas no estado de São Paulo cresceu 35% no primeiro semestre deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado – de 4.835 avaliações para 6.561, segundo levantamento da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (FETCESP). E a taxa de aprovação dos veículos tem se mantido sempre bem acima dos 90%. Era de 97,9%, em 2022, atingiu 99,2%, em 2025, e, no primeiro semestre de 2026, registrou a média de 98,3%.
Outro indicador importante é a opacidade média das emissões, um teste que mede a densidade da fumaça que sai dos escapamentos. O índice, que era de 0,233, em 2022, caiu para 0,129, em 2025, e registrou uma média de 0,157 nos primeiros seis meses de 2026. A trajetória de queda sinaliza menor liberação de poluentes e, por consequência, um desempenho ambiental superior.
“Observamos uma mudança importante no comportamento das transportadoras. As avaliações deixaram de ser utilizadas apenas para verificar o atendimento aos limites de emissão e passaram a funcionar como instrumento de acompanhamento da manutenção. Com o diagnóstico, é possível identificar antecipadamente problemas no sistema de injeção, nos filtros, na regulagem do motor e em outros componentes que afetam tanto as emissões quanto o desempenho do veículo”, diz Carlos Panzan, presidente da FETCESP. Para os especialistas, os altos índices de aprovação são consequência da combinação de diversos elementos – renovação da frota, manutenção preventiva e conscientização das empresas. Os caminhões mais novos possuem tecnologias mais avançadas de controle de emissões, mas o acompanhamento técnico dos índices não pode ser negligenciado ao longo da manutenção do veículo.
Costuma-se pensar nos caminhões como veículos poluentes, mas os dados mostram que, no Brasil, os caminhões possuem a menor pegada de carbono do planeta, segundo estudo realizado pelo Boston Consulting Group, para a Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Isso acontece porque a matriz energética brasileira é predominantemente renovável, o que impacta todo o ciclo de vida dos caminhões, desde a produção na fábrica até a operação, com a utilização do biodiesel misturado ao combustível. Segundo o estudo, a emissão total de CO2 do veículo ao longo da vida é menor que a de um caminhão 100% elétrico como os que atualmente rodam na China. O relatório pode ser baixado na íntegra aqui.
Saiba mais nos sites Portal do Trânsito, Frota & Cia, CNN Brasil e Anfavea.
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