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Pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) divulgaram na revista científica Nature o processo e o potencial do CelOCE (do inglês, Cellulose Oxidative Cleaving Enzyme), um biocatalisador isolado a partir de bactérias do solo brasileiro que podem transformar resíduos em biocombustível. Essa “superenzima” já teve seu pedido de registro de patente depositado e está em licenciamento para uso industrial. Quando aprovado, o prazo para aplicação na indústria será de um a quatro anos.
Outra importante pesquisa na área de combustíveis está sendo realizada na Universidade de São Paulo (USP). Foram iniciados os primeiros testes para avaliar a taxa de conversão de etanol em hidrogênio, na primeira estação experimental do mundo voltada à produção de hidrogênio renovável a partir do biocombustível. Com investimento de R$ 50 milhões e conduzida pelo Centro de Pesquisa e Inovação em Gases de Efeito Estufa (RCGI), a pesquisa fornecerá dados para avaliar os índices de consumo e rendimento do combustível em cinco veículos: três ônibus e dois veículos leves.
O mercado de biocombustíveis se expande no país. Em 2024, o Brasil bateu recordes históricos de produção, alcançando quase 37 bilhões de litros de etanol anidro e hidratado, além de mais de 9 bilhões de litros de biodiesel. A chegada do E30, uma mistura de 30% de etanol anidro na gasolina C, pode aumentar ainda mais esses números e reduzir boa parte da dependência do país em relação à importação de gasolina A. Se houver um aumento do percentual de etanol no combustível fóssil de 27% para 30%, a demanda de anidro pode alcançar 1,3 bilhão de litros por ano, aquecendo o mercado interno.
Para aproveitar bem os benefícios dessa tecnologia, indústrias de todo o país têm aberto debates com especialistas. Um exemplo é a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), que promoveu o encontro “Transição Energética – Oportunidades na Bahia”. O deputado federal Arnaldo Jardim, presente na reunião, afirmou que há quatro dispositivos legais que impulsionarão a produção de combustíveis renováveis: as debêntures de infraestrutura, o Programa de Aceleração da Transição Energética (PATEN), a nova regulação de produção do hidrogênio de baixo carbono e o PL Combustível do Futuro.
Saiba mais detalhes nos sites FIEB, Eixos e Agência Brasil.
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