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Os pneus importados de países asiáticos vêm ganhando espaço cada vez maior no Brasil, em função de seus preços baixos e da promessa de uma qualidade maior do que a do passado, quando esses produtos eram considerados de baixo desempenho e qualidade inferior. Com o tempo, eles passaram a incorporar mais tecnologia, obter selos de qualidade e ser levados em consideração pelos motoristas na hora da troca.
O argumento do preço mostrou seu poder nas frotas, onde a preocupação em cortar custos é parte fundamental do negócio. Como resultado, atualmente os importados representam 58% das vendas de pneus no segmento de carga. Segundo reportagem do Jornal do Carro, do Estadão, o pneu hoje é o segundo maior custo das transportadoras, atrás somente do diesel. Ou seja, o principal motivo para o aumento das vendas dos asiáticos é o fato de seu preço ser cerca de 60% mais barato do que o dos produtos premium dos fabricantes nacionais, segundo o presidente da Bridgestone no Brasil.
Em função dessa diferença de preços, mesmo uma empresa grande como a Michelin avaliou que não conseguiria competir e decidiu fechar sua fábrica no Brasil no final do ano passado. Os fabricantes brasileiros fizeram as contas e identificaram que o produto asiático chega aqui muitas vezes mais barato do que o preço da própria matéria-prima. Como consideram que isso só pode ser um sinal de concorrência desleal, pediram o aumento de impostos sobre a importação desses pneus.
Mas um fator novo que entrou na equação agora é outra forma de fazer a conta do custo-benefício para as transportadoras. Rodrigo Navarro, presidente da Anip (Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos), observou ao Jornal do Carro que, ao longo da vida útil da carcaça dos pneus, o baixo custo do produto asiático pode acabar se revelando caro. Isso porque o pneu nacional permite, em média, até três processos de recapagem, enquanto o asiático suporta apenas um – ou, dependendo do modelo, nenhum. E isso faz muita diferença no dia a dia das frotas, que contam com a possibilidade de recapear para reduzir os custos, evitando a necessidade de comprar constantemente pneus novos.
A conclusão de Navarro é que os asiáticos “são mais atrativos no balcão, mas podem proporcionar um custo elevado por quilômetro rodado ao longo da vida útil da carcaça”.
Saiba mais nos sites do Jornal do Carro, Brazil Economy, Click Petróleo e Gás e UOL.
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