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O aumento do combustível, causado pelo conflito no Oriente Médio, é a pressão mais recente na planilha de custos das transportadoras. Afinal, o diesel representa cerca de 35% da despesa média das empresas do setor no Brasil. Mas os economistas alertam que essas planilhas são cada vez mais pressionadas por outros custos diversos, o que está obrigando os gestores de frotas a buscar novas alternativas para reduzir a conta das despesas.
Uma das linhas de custo é o tipo de combustível utilizado nos veículos. Segundo um levantamento realizado pelo Estradão (suplemento do jornal Estadão especializado em caminhões), rodar com caminhão elétrico já é mais barato no Brasil hoje. Em caminhões pesados, o custo por quilômetro rodado fica entre R$ 1,20 e R$ 1,60 por quilômetro rodado, contra um valor entre R$ 3,29 e R$ 3,79 para o diesel. O biodiesel segue ainda mais caro, com custo entre R$ 3,35 e R$ 3,85. Porém, a motorização elétrica ainda não é uma solução viável para grande parte das rotas logísticas, devido às dificuldades de abastecimento, autonomia, assistência técnica e manutenção em muitas regiões. Isso ajuda a explicar por que apenas 0,4% da frota de caminhões do país ainda é elétrica.
Outra linha de custo que deve se tornar cada vez mais impactante é a dos motoristas, já que a falta de profissionais no mercado vem se agravando nos últimos anos. O envelhecimento da categoria, com um grande volume de aposentadorias sem uma reposição correspondente, faz com que 88% das empresas do setor apontem dificuldades para contratação e 28% dos administradores de frotas avaliem a situação como a principal dificuldade para o crescimento. A despesa com a contratação dos caminhoneiros representa em média 19,1% dos custos das transportadoras, atrás somente dos combustíveis e do custo dos próprios veículos (29,1%).
É justamente o custo dos caminhões que gera outro tipo de preocupação, já que a frota brasileira se encontra em uma encruzilhada. A aquisição de veículos novos é difícil, em função dos juros dos financiamentos. E a idade média dos veículos é alta, o que significa que, mesmo optando por segurar os gastos com renovação da frota, é inevitável que os custos de manutenção aumentem.
Para enfrentar todas essas dificuldades, tem aumentado as ofertas de ajuda para os gestores de frotas. Além da terceirização pura e simples, cada vez mais empresas ofertam softwares especializados e aplicativos para administração. A ConectCar, conhecida por soluções de pagamento em pedágios e estacionamentos, anunciou recentemente que está se posicionando como parceira estratégica de transportadoras, oferecendo soluções de fretes e monitoramento de operações, com foco em eficiência operacional, controle e tecnologia. Já a Cobli, empresa de tecnologia para gestão de frotas, anunciou investimento de R$ 53 milhões no aprimoramento de plataformas que integram inteligência artificial (IA), internet das coisas (IoT) e ciência de dados para monitoramento e gestão de veículos comerciais.
Saiba mais sobre o tema nos sites do Estradão, Mundo Logística, Jornal de Barueri e BNDES.
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