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As mulheres estão começando a ocupar seu lugar nas empresas de transporte e logística brasileiras. Essa é a conclusão de uma pesquisa da Plattform Science em parceria com a Gestran, que desenvolve sistemas para gestão de frotas. Segundo os dados do levantamento, a presença feminina cresceu de 15,8%, em 2023, para 22% neste ano, um aumento de 39%. Para Paulo Raymundi, CEO da Gestran, a mudança em uma proporção tão grande em um período tão curto indica mais do que inclusão, representa uma transformação estrutural no perfil da área. A presença feminina cresce de forma estável e acompanha a evolução da logística no país. “Ela traduz uma mudança concreta no perfil da gestão, hoje mais orientada a processos, dados e coordenação operacional”, explica ele.
Os dados da pesquisa foram levantados a partir de uma base que abrange frotas com cerca de 70 mil veículos e 7 mil usuários ativos, em 20 estados brasileiros. O retrato que surge é de um setor de transporte que se parece cada vez mais com aquele dos mercados mais desenvolvidos. Segundo a Associação Brasileira dos Operadores Logísticos (ABOL), a participação feminina no transporte gira entre 20% e 25% nos países ricos, um índice semelhante àquele que o Brasil acaba de atingir.
Ainda há, porém, um caminho a ser trilhado. As mulheres contratadas estão principalmente em cargos de planejamento, controle e análise, áreas diretamente impactadas pela digitalização da logística. Quando se observam apenas funções operacionais, como condução de veículos de carga e passageiros, esse percentual cai para menos de 5%, segundo dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). Isso indica que as mulheres estão entrando nas empresas pela via dos escritórios, o mesmo caminho que foi seguido nas indústrias. Mas ainda não estão sendo incorporadas aos volantes das frotas, onde poderiam ajudar a solucionar as dificuldades com a falta de motoristas no mercado.
Para saber mais sobre o assunto, confira os sites Blog do Caminhoneiro, ANATC e nesta outra matéria do Blog do Caminhoneiro.
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