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Diante da crise mundial de combustíveis e das metas de descarbonização, o país se prepara para produzir mais biodiesel. No início de abril, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), juntamente com a Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio) e 16 fabricantes de biodiesel, que somam 33 usinas em atividade, se reuniram em Brasília para lançar a Aliança Biodiesel, em um evento com a presença de autoridades. O objetivo da Aliança é ampliar sua participação na matriz energética nacional e defender políticas públicas voltadas ao aumento da mistura obrigatória de biodiesel no diesel vendido nos postos de gasolina. Atualmente este percentual é de 15%.
A proporção do biodiesel, prevista por lei para chegar a 20% em 2030, é sempre motivo de debates e polêmicas. Com o conflito no Oriente Médio elevando os custos dos combustíveis, diversos países anunciaram a elevação do teor de biodiesel em seus combustíveis. A Indonésia, um dos mais impactados pela crise, chegou a anunciar a adoção da mistura de 50%. No início de abril, o governo sugeriu elevar o teor para 17%, o que levou diversas entidades a fazer um pedido para que se mantenha o rigor técnico nas análises sobre os efeitos dessa mistura antes de cada alteração. Do outro lado, uma das primeiras medidas da Aliança foi pedir a adoção de um processo simplificado de testes para adoção de misturas maiores de biodiesel. O grupo já vem fazendo testes com o diesel B-20, com cinco pontos percentuais a mais de biodiesel do que o atualmente encontrado à venda.
Independente da proporção oficial, porém, estão previstos grandes investimentos na produção do combustível alternativo, que pode inclusive ser exportado, caso a produção nacional não seja totalmente utilizada no combustível vendido aqui. Para assegurar esse aumento de produção, estão previstos nos próximos anos cerca de R$ 9,5 bilhões de investimentos em fábricas e infraestrutura para produção do biodiesel. Segundo a Agência Nacional de Petróleo (ANP), já existe capacidade produtiva de gerar 36% mais biodiesel acima da produção atual, apenas com os resíduos das lavouras de soja. Além disso, as sobras da produção pecuária, como gorduras bovina e suína, atualmente geram 827,5 milhões de litros anuais do combustível, e apenas uma parte do volume potencial tem sido utilizado.
Saiba mais sobre o assunto nos sites Frota & Cia, Canal Rural, R7, Globo Rural, O Globo e Biodiesel BR.
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