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A expansão do e-commerce está mudando profundamente o transporte de cargas no Brasil. Nos últimos anos, em função do crescimento das grandes empresas do varejo digital, o mercado de galpões logísticos se expandiu com uma rapidez sem precedentes. Como consequência, as rotas logísticas brasileiras também estão mudando rapidamente.
O volume de metros quadrados disponíveis em galpões das classes A+, A e B cresceu 74% no país desde a pandemia até o início de 2025. Ao longo do ano passado, o mercado ganhou 3 milhões de m2 de novos galpões, o que corresponde a um crescimento de outros 10%, aproximadamente. Para 2026, são previstas as entregas de outros 3,7 milhões de m2. Para se ter uma ideia do tamanho da demanda, um terço dessa metragem já está alugado antes mesmo da entrega. Os preços do metro quadrado também estão subindo rapidamente, impactando os custos de logística e levando as empresas a mirar um tempo de transporte cada vez mais rápido.
Para poder ganhar tempo na entrega e oferecer entregas em prazos de 24 horas, 6 horas ou até mesmo 15 minutos, como a Amazon passou a prometer em algumas compras, as rotas e os processos de logística estão sendo cada vez mais pressionadas. José Alberto Panzan, da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo, explica: “A competitividade deixou de ser apenas distância e capacidade de entrega. Hoje, envolve inteligência logística, previsibilidade e gestão em tempo real”.
As cidades de Guarulhos e Cajamar, em São Paulo, concentram as maiores áreas de galpões no país, respectivamente 481,8 mil m2 e 418,4 m2. Mas esse mapa está mudando rapidamente, com o crescimento da área disponível em Extrema (MG), que já possui 333,4 mil m2; Jundiaí (SP), com 321,7 mil m2; e Betim (MG), com 307,9 mil m2. Todos esses galpões surgem para reduzir tempo de viagem, evitar que veículos rodem vazios e permitir que mais entregas sejam realizadas em um período menor.
A briga da logística promete mudar profundamente o perfil do transporte no Brasil, com uma disputa feroz na chamada “última milha” (ou, como se costuma dizer na expressão em inglês, “last mile”). O Mercado Livre, que possui 28 centros de distribuição espalhados pelo país, ocupa cerca de 4 milhões de m2, mas anunciou recentemente que investirá R$ 57 bilhões para construir outros 14 centros e contratar 10 mil funcionários para ampliar ainda mais sua capacidade. Na concorrência, vem a Shopee, que já possui 1,8 milhão de m2 de armazenamento.
Saiba mais nos sites Frota&Cia, Silla, O Globo, Veja e Exame.
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