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Entrou em vigor no final de dezembro um programa de incentivo à renovação de frotas rodoviárias, com um total de R$ 10 bilhões disponíveis para caminhoneiros e empresas de transporte que desejam trocar seus veículos por modelos novos, mais eficientes e menos poluentes. Ou seja, tanto veículos zero quilômetro quanto usados que se enquadrem nas regras do Proconve 7, com ano de fabricação de 2012 em diante.
O Programa BNDES de Renovação de Frota (Refrota) destinará cerca de 10% do total dos recursos especificamente para caminhoneiros autônomos e cooperados. As condições financeiras, subsidiadas, são mais acessíveis que as médias do mercado, com taxas de juros entre 13% e 14% ao ano (parte do dinheiro, R$ 6 bilhões, vem de recursos do Tesouro Nacional, além de R$ 4 bilhões captados pelo BNDES a taxas de mercado). Os contratos terão prazo de pagamento de até 60 meses, com períodos de carência que podem chegar a 6 meses. O limite máximo de financiamento é de R$ 50 milhões por tomador.
A frota rodoviária brasileira é formada em grande parte por veículos mais velhos. Segundo dados do RNTRC, a média de idade é de cerca de 14,1 anos. Segundo o Sindipeças, 56% dos caminhões em circulação possuem até 15 anos, mas o mais preocupante é a existência de um grupo de 32% que possuem 16 anos ou mais. Esse índice aumentou nos últimos tempos – em 2015, representava apenas 22% do total. A renovação de frota deve permitir tirar das estradas alguns verdadeiros museus ambulantes, que chegam a 60 anos de idade.
Caminhões muito velhos emitem muito mais poluentes, mas, além disso, também são um risco maior para a segurança nas estradas, além de oferecerem uma condição de trabalho muito pior para os motoristas. O anúncio do programa, em geral, foi bem recebido pelo mercado, mas alguns analistas fizeram críticas ao programa, por disponibilizar apenas um percentual pequeno para os caminhoneiros independentes.
Saiba mais sobre o assunto nos sites do BNDES, Frota & Cia e Blog do Caminhoneiro.
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